

BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Livros, Música, Desenhar
A mão dela deslizava suavemente, percebendo cada traço daquele rosto moreno que a encarava de frente. Os dedos desceram, marcando o maxilar repetitivamente, passando algumas vezes pela linha do queixo... num dos ‘passeios’ pelo queixo, os dedos subiram desenhando os lábios que se entreabriam suavemente. Correu os dedos sobre a maçã do rosto, em direção aos cabelos cacheados que emolduravam o rosto de forma revolta. Acariciou os fios negros suavemente, fazendo com que o rosto tombasse em direção à mão. De olhos fechados, o rosto suspirou lenta e profundamente, movimentando-se até que os lábios tocassem a palma da mão, beijando-a delicadamente e sentindo seu perfume. Apoiou novamente a bochecha na mão e abriu os olhos devagar.
Ele levou então sua mão até a mão em seu rosto, levando a outra ao rosto dela e delicadamente desenhando seus lábios com o polegar... Dois pares de olhos se encontraram por um breve instante e os rosto se aproximaram como imãs, e os lábios tocaram-se e movimentaram-se, até que subitamente ela afastou o rosto num sorriso maroto, porém não distante o suficiente.
Era tarde da noite. Ou quase amanhecendo, não me recordo... Cheguei cansada em casa e fui direto pra o quarto. Atirei o casaco e os sapatos nos chão, empurrando-os para debaixo da cama, prometendo-me guardá-los no dia seguinte... me joguei na cama, e lentamente fechei os olhos, me abandonando num sono profundo...interrompido, no que me pareceu ser pouco tempo depois, pelo estridente som do despertador. Ainda com os olhos fechados, o procurei sobre o criado; porém papéis haviam se acumulado sobre o mesmo ao longo dos dias, não sei dizer quantos, e se fez necessário que eu abrisse os olhos pra desligar o maldito despertador que continuava a tocar irritantemente.
Me recordei das coisas por fazer ainda naquele dia. Seria um longo dia. Ainda sonambulamente, me sentei na cama, esfregando os olhos e ajeitando os cabelos com as mãos. Olhei à minha volta, o quarto me parecia o mesmo de sempre, sem mudanças. Percebi que mais uma vez havia adormecido com as roupas do dia anterior, de cujo final haviam poucas lembranças, e resolvi tomar o merecido banho, ignorado na véspera, que me ajudaria a acordar definitivamente. Me olhei no espelho do banheiro: a imagem não me agradava muito, como todas as manhãs. Mas logo que a água quente começasse a escorrer pelo meu corpo, eu não a veria, então não me incomodei muito. Voltando ao quarto, olhei novamente para o relógio e percebi que havia me demorado mais do que o esperado no banho e estava, mais uma vez, atrasada, muito atrasada.
Comecei uma busca desenfreada pelas roupas e sapatos com os quais passaria o dia. Não encontrei muita coisa nas gavetas, cena que vinha se tornando comum para mim... olhei debaixo da cama: metade do meu armário e praticamente todos os meus sapatos estavam lá. Peguei aquilo que me pareceu em melhor estado e fui apressadamente para a sala, onde uma confusão de almofadas, bolsas e livros havia tomado o sofá. Encontrei, com certa dificuldade, tudo o que precisava, peguei alguma coisa para comer na cozinha, que precisava ser arrumada, e saí apressadamente, fazendo a anotação mental de organizar a sala.
O dia transcorreu como esperado: ônibus lotado, metrô sem espaço para respirar; aulas entediantes, trabalho maçante, pessoas andando como zumbis pela cidade... Ao final do dia, eu, que me misturava aos zumbis, já havia recuperado parte da cor e da vida. Me sentia melhor, bem melhor, e não recusei um dos muitos convites para sair ainda naquele dia. Não havia tempo o suficiente para que eu fosse até minha casa me arrumar, e nem precisava, pois pela manhã havia pego a bolsa com os suprimentos necessário para esta casual, porém esperada, eventualidade... Me recordei do sofá por arrumar, e uma ponta de culpa se abateu sobre mim; prometi que o arrumaria no dia seguinte, sem falta, e segui meu caminho.
Cheguei no meu destino na hora marcada, com o atraso elegante esperado de uma mulher. A noite se passou entre copos, risos, luzes, danças e corpos...até o momento em que percebi que, se não me dirigisse imediatamente para casa, não daria conta do dia seguinte. Liguei para o táxi, o mesmo de todos os dias, e adormeci no banco de trás, pois ele já conhecia o endereço de sempre.
Era tarde da noite quando cheguei em casa. Quase amanhecendo acredito. Fui direto para o quarto e deixei os sapatos e o casaco no chão, empurrando-os para debaixo da cama, onde me joguei e fechei lentamente os olhos, me entregando a um sono profundo, que em breve seria interrompido pelo incômodo despertador...
Nara Correia
31/08/11
Vou criar um 'Frankstein' para mim:
*a gentileza de um;
*o galanteio de outro;
*a compreensão de um amigo;
*o abraço de um irmão;
*o carinho esquecido;
*a saudade do tempo distante;
*a igualdade do espelho;
*o desejo do amante...
Talvez, assim criado, eu me apaixone.
Vazio
Ela se virou abraçando o vazio ao seu lado na cama. Não era para estar vazio. Devia ter alguém ali. Ela tinha certeza que tinha alguém... precisava ter alguém! Olhou novamente o vazio da cama. O olhar se perdeu por um instante. Fazia tempo que ele não estava ali. Não minutos, ou horas. Apenas, muito tempo. Mas ainda restava uma sensação estranha... tinha um nome para aquilo, mas era usado para a sensação que as pessoas que perdem um pedaço do corpo têm, como se aquele pedaço ainda estivesse ali e não tivesse saido nunca. É... o nome servia pra ela também... Olhou para a foto sobre o criado: talvez ele ainda se lembrasse, talvez ele também sentisse aquela sensação de vazio de vez em quando, pelo menos de vez em quando e não de vez em sempre como ela. Ia ser tão bom se ele também pensasse assim... Olhou para o teto, havia colado algumas daquelas estrelas que brilhavam no escuro. Mas fazia tanto tempo. A cama não estava vazia. Ela não sentia o vazio. Olhou o travesseiro solitário a seu lado, e para o relógio com luminosos números vermelhos indicando que ainda faltava muito tempo para a luz entrar no quarto. Será que faltava tempo para a luz entrar em sua própria vida? Não sabia. Esticou o braço, abaixou a foto que a olhava do criado. Se virou e puxou o travesseiro solitário, abraçando-o e ocupando o vazio que havia. Em breve seria outro dia.
Nara Correia
28/09/09
Anoitecer
O céu queima em vermelho sobre o horizonte,
e o vermelho vai aos poucos se dissolvendo
em laranjas e lilases,
até que os últimos sejam engolidos
por um roxo cada vez mais escuro e azul...
Sobre o laranja, nuvens roxas se impõe.
Ao alto, sobre mim, numa branca e delicada beleza,
a Lua brilha.
É a noite chegando.
Nara Correia
06/07/2011
*a imagem que eu estava vendo era muito melhor do que a poesia...
Uma das melhores coisas da vida é observar a pessoa amada que dorme, entregue, para além dos pesadelos diários.
Como bem disse Antônio Maria, o grande cronista que aparece com ciúmes até da própria sombra no livro da Danuza, um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta.
Experimente você também, sensível leitora, ver o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.
Amar é… vê-lo(a) dormindo.
Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo. Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.
Psiuuuuu!
Ela dorme.
Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas.
Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.
Dorme, meu anjo.
Ela obedece.
Vigio o sono dela como um soldado zapatista. Como um cão zela o sangue do dono. Como se fosse um homem-exército e pronto.
Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.
A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos. A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!
O ideal é que você, amiga leitora, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre. Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez. Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas.
Sonha, sonha, sonha, minha menina.
Como é lindo a vigília ao sono dela.
Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros. Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.
Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de mapear a sua beleza. É a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.
E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios! Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.
Você é...
Feche os seus dois olhos
Serei com você então
A sua alma é anexada à minha alma
Deixe algo acontecer presto-lhe atenção
Trememos em conjunto, para um ritmo comum
Sei o seu desejo, as minhas estantes de lábios em qualquer espécie da palavra
Conheço-o assim o melhor
Passo o melhor momento da minha vida com você
A borda está sussurrando-nos de noite
Aconchegue-se em mim o meu coração calmamente
O afeto forte que nos une
Que cada palavra Szeret única o mais forte pode fazer
Você é a minha bela flor
Você é tudo, à felicidade a minha chave
Você é sem quem não posso viver já
Envia em direção a mim que o belo sorriso seu, do que sou animado
Torma Csaba
Agora pergunto...tem como não gostar?! XD
Vá, e não diga aonde.
Simplesmente,vá!
mas não me abandone...
Vontade de fugir, e não mais voltar
de se esconder, e começar a chorar
Saudade daquilo que não viveu,
falta daquilo que nunca lhe pertenceu...
Lágrimas que vem,
não se sabe de onde,
e se derramam com a luz da Lua.
Por favor, não vá pra tão longe.
Simplesmente fique e não me abandone...
Nara Correia
01/08/10 - 3am
E em resposta, um amigo escreveu:
With you
Don't be afraid, I am there with you
Bar only mentally,I hold your hand
I do not release you, calm down please
Look those landscapes how beautiful
Don't worry, there is no trouble here
Let all noise cease around us
If you do not know it why you shed a tear
To myself I embrace you, I do not give you up
Don't go, be left here with me
Both of my eyes pay attention to you only
I listen to your heartbeat, I stroke your body
Is needed the calmness is needed in order for you to become reconciled
Csaba Torma
(chorei horrores, claro)
Poema que ganhei de uma amiga... ^^
Concha
Se eu pareço fria
é porque faço um esforço tremendo
para esconder tudo aquilo com que você não conseguiria lidar.
Se faltam palavras
é porque sobram mensagens, letras, siglas,
que não representam nem de longe as ações que quero tomar.
Quando estou no meu canto
Transformando momentos em imagens
Sentimentos em textos
Pensamentos em saudades
Tenho a sensação de que nunca chegará o final-de-semana
Mas e se chega?
Tão logo se vai...
Fico eu aqui, com objetos transformados
Impressões mal-resolvidas
E uma brisa que me envolve no lugar dos seus abraços.
Alê Valim
![]()
Poemas de um amigo hungaro...
(Poems from a hungarian friend...)
Love
All of them feel
But we are afraid of this after all
The strength of which huge
Weakens and harmful
They take advantage of us hereby
Our soul is bruised
We heal when we receive it
There will be increasingly more and more if we get it
Makes miracles with everything
What it is not possible to catch sagaciously
To feel it only with the heart
Affect a Universe with love
For You
I exist for you, I am
I would bring all of the stars down
We would bathe in bad one and in good one two people
Here your deserved place beside me
All moments intoxication with you
I would not release your hand never
My heart joy the joy of your heart
May not catch any kind of harmful idea
I stroke your fragile soul with my soul
Until all of them prisoner drops your two beautiful eyes
My affection flows towards you
My thoughts are about you only
I desire it, let the moment cease, when your lips it adheres to mine
Sleep tight
I live for you
You are important to me
I would sacrifice my life if he is needed for you
Because of that moment, that accepted
All of my trouble flew away, calmed
Edges, a strong bridge ripened contact
A secular impulse may not stand between us
Affection streams towards you ceaselessly
There are nothing bad, a plot
My life would not make sense without you
An other man just like that, that could understand
You add strength and help to my road
Which one Égi leads back to our father
There, up there to the centre of Milky Way
Listen, I am here
I am doing here alone
A wind says it silently
Something worked yet between us
The months, increasingly colder ones go by we will be
I fight in myself,all may be a transition only
I want to give it up for nothing, heavy one like that
I was always who enquired about you yet
I feel it so I disappeared from your heart, I was so forgotten
Listen, I am here
Your good friend if I may say one like this yet
I set about missing then for you
When I do not exist already
When I am not flexing my helping hand already
When the life faded away from me
Words were from the talk slowly
Other people_nation distracted your attention
For what let me look for you only?
The talks are missing, towards me your interest
I know would not be needed to insist, but I make this after all
But onto events like this, breaks slightly my soul
I fall onto pieces, your place will be somebody else
I live in hopes until a moment because you are needed
Listen, I am here
Your good friend if I may say one like this yet
I set about missing then for you
When I do not exist already
When I am not flexing my helping hand already
When the life faded away from me
here
From Csaba Torma
Um Último Beijo
Por Rafael Puritta
Todos os direitos reservados ®
Um último beijo para mostrar que te amo.
Um último sorriso para você guardar.
Um último abraço para ter você por perto.
Um último olhar antes de você dormir.
Não quero deixar de segurar tua mão,
Não.
Um último adeus, não...
Um té mais.
Eu espero te ver de novo.
Deixei uma última rosa para você.
Planta e deixa crescer.
Um dia ela cai perecer...
Uma última pétala,
Um último beijo,
Um último casaco,
Um último adeus...
Pode ser hoje, amanhã, ontem ou
Eu primeiro...
O tempo é roubado por nós mesmo,
Pois colocamos como prioridade
Certo verde
E dizemos faltar tempo para o sorriso
E para o beijo...
Mas não nos damos conta
Que pode ser o último...
Silêncio
A mulher sentada em frente à janela,
Máquina de escrever e cigarro na mão,
Enquanto olha a maré
E o vento que sopra pra longe,
Vai sonhando com príncipes,
E estrelas, e rosas, raposas cativadas...
Num carrossel
Sua imagem sombria vai girando
E ela deixa de sentir seus pés
Que tocam num eterno deserto
A esperar o próximo verão.
26/11/08
SEJA UM IDIOTA
(Por Arnaldo Jabor)
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha! ...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Poema feito por um amigo...
Lembra-te que depois da chuva vem o arco-íris,
A união de coisas tão diferentes entre si,
Como a água e a luz
Resulta em uma das mais belas visões.
E somente juntas as cordas fazem música.
Rafael Puritta
Uma de minha raras leitoras sugeriu este texto...não podia negar... até porque....rs XD
CARTA A NAMORADA
Querida Maria,
Não podemos continuar com esta relação. A distância que nos separa, é demasiado longa. Tenho que admitir que te tenho sido infiel já por duas vezes desde que te foste embora e acredito que nem tu, nem eu merecemos isto! Portanto, penso que é melhor acabarmos tudo!
Por favor, manda de volta a foto minha que te enviei.
Com Amor,
João.
Maria recebeu a carta e, muito magoada, pediu a todas as suas colegas que lhe emprestassem fotos dos seus namorados, irmão, amigos, tios, primos, etc...
Juntamente com a foto de João, colocou todas as outras fotos que conseguiu recolher com suas colegas, em um envelope. No envelope que enviou à João estavam 57 fotos juntamente com uma nota que dizia:
"Querido João,
Peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem tu és! Por favor, procura a tua foto no envelope e me envia de volta as restantes!
Com Carinho, Com muito, muito amor...
Maria"
MORAL DA HISTÓRIA:
Mesmo derrotado... é preciso SABER arrasar O INIMIGO.
Mulher é o BICHO!!!
Crianças aprendam!!
Como pessoa suuuuuuuuuuper sábia e vivida que sou, aqui vão algumas pequenas dicas para sobreviver sobre duas rodas...
· Crianças, aprendam. Não se deve ir falar oi pro papai quando ele acabou de chegar de moto. Principalmente pelo lado do escapamento. Ele é quente.
· Nunca,jamais, never, olhe para o velocímetro para verificar se está ou não na velocidade certa.
· Se você fizer isto, certifique-se de que não está numa rotatória e de que não fechará a curva.
· Se fechar a curva, não tente abri-la de uma vez. Suas chances de bater na guia e sair voando são grandes.
· Se sair voando, pule pro lado contrário do escapamento, evitando que esta parte da moto caia sobre sua perna. Sempre que for cair da moto, pule!
· Mini-motos não são motos em miniatura. Elas aceleram mais do que motos de verdade.
· Caso se esqueça do item acima, tenha certeza, ao acelerar e soltar a embreagem, a moto vai empinar e vai sair andando...
· Na situação acima, reze pra ter alguém por perto com a brilhante idéia de sair correndo atrás pra te tirar da moto. Sim, mesmo assim você vai cair.
· Tenha sempre band-aids, anti sépticos, gazes, esparadrapo e mais um monte de curativos em casa caso tenha tendência a se aproximar de uma moto. Como piloto ou passageiro.
Apesar de tudo...andar de moto é muuuuuuuito bom!!! XD
(sim...tudo isso já aconteceu comigo...
)
Evite ser traído (Arnaldo Jabor)
(Para as mulheres, uma verdade! Para os homens, a
realidade)
Mas o que seria uma 'mulher moderna'?
A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que
não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é
corajosa, companheira, confidente, amante...
É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes
mas que não tem
vergonha nenhuma em admitir que está errada e de
correr pros seus braços...
É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e
meiga, desarrumada e linda...
Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de
nada nem de ninguém,
olha a vida de frente, fala o que pensa e o que
sente,doa a quem doer...
Assim, após um processo 'investigatório' junto a essas
'mulheres modernas' pude constatar o pior.
VOCÊ SERÁ (OU É???) 'corno', ao menos que:
-Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura.
Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente
traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'.
Ela tem de saber da sua boca - o quanto você gosta
dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às
conseqüências expostas
acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra
beber, pra jogar
futebol) mais do que duas vezes por semana, três
vezes então, é assinar
atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas'
dificilmente andam implicando
com isso, entretanto, elas são categoricamente 'cheias
de amor pra dar' e
precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua
meu amigo... Bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco
dela ligar pra aquele ex
bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la.
As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em
relação ao sexo e,
principalmente dos 30 aos 48 anos, elas pensam - e
querem - fazer sexo TODOS
OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade)... Bom, nem
precisa dizer que se não
for com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela
perceba isso...
Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem,
e
estes quando querem são peritos em levar uma mulher
às nuvens.
Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????
- Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude
constatar, mulher
insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de
você estar saindo com
outra.. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo
ao um 'chifre' tão
estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já
existirá alguém MUITO MAIS
'comedor' do que você.... só que o prato principal,
bem... dessa vez é a SUA mulher.
- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a
sua mulher a qualquer
hora? Bem... de repente a recíproca também pode ser
verdadeira Basta ela, só
por um segundo, achar que você merece... Quando você
reparar... já foi.
- Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna'
também trabalhou o dia
inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para -
como diziam os homens de
antigamente - 'dar uma', para depois, virar de lado e
simplesmente dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando
começaram a sair
viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em
lugares inusitados,
trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance
dela gostar disso é muito
grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A
'mulher moderna' não
pode sentir falta dessas coisas... senão... Bem
amigos,
aplica-se,finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá
assistência, abre
concorrência e perde a preferência'.
Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem
realmente gosta e tem
plena consciência de que, atualmente o mercado não
está pra peixe (falemos de
qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas
'mancadas'...
Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber
disso. Ela vai pensar
milhões de vezes antes de dar bola pra aquele
'bonitão' que vive enchendo-a
de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só
pra você!!! Quem não
se dedica, se complica.'
Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI, APENAS SE VINGA.![]()
Texto feito por mim mesma..rs...Faz tempo que não fazia crônicas!!
(Não, não sou eu na história
...sim, características baseadas em alguém
)
Ressaca
Mais uma vez, e lá estava ela... o gosto de cabo de guarda-chuva e sapato velho na boca. Os olhos, que se abriam com dificuldade, latejavam com a luz que entrava pela janela. Havia esquecido as cortinas abertas na noite anterior, da qual pouco se lembrava. Também não se lembrava de como havia chegado ao seu quarto. A figura masculina sentada no chão e debruçada a seus pés, disputando o espaço com o gordo e peludo gato, parecia sonhar. De sua imagem havia uma vaga e tênue lembrança, não sabia se da noite anterior ou de longas datas. A ressaca ainda estava forte. Esfregou os olhos para tentar enxergar melhor. Se aproximou para conseguir definir melhor suas feições. Era tão jovem quanto ela, talvez um pouco mais velho. Sua pele bronzeada mostrava que gostava de sol. Pelos músculos do braço que apareciam por sob a camiseta, provavelmente praticava algum esporte ao sol. Surfista talvez? Os cabelos escuros e cacheados confirmavam a suspeita pelas pontas queimadas e um pouco ressecadas pela água do mar. A luz bateu forte em seus olhos, e ela desviou um momento sua atenção para olhar pela janela. Era verdade, seu apartamento era em frente à praia. Se voltou ao objeto de estudo. A boca, entreaberta num quase sorriso, mostrava dentes perfeitos. Devia haver algum defeito neles, ou era buscada a perfeição, pois conseguiu ver que usavam um daqueles aparelhos. A boca se fechou. Foi obrigada a olhar o restante do rosto. O nariz parecia bem escolhido e proporcional ao rosto, colocado perfeitamente. A boca permanecia fechada. Sua cabeça latejou, ressaca. Lembrou-se das doses de vodka. Levou sua mão à cabeça e olhou para a dele. Havia um sulco em suas têmporas. Apenas um sulco ou hastes de óculos? Olhou em volta, e novamente para o rosto. Eram hastes. Na mesa havia óculos que não eram seus, pois só usava os escuros, para esconder o restinho da ressaca que teimava em não passar. Naquele rosto, na base do nariz, também haviam marcas de quem constantemente necessitava deles para auxiliá-lo. A boca não se abria. Que fixação pela boca Deus do Céu!!!! Devia ser a caipirinha. Os olhos cansados seriam outro sinal dos óculos ou uma noite mal dormida aos pés de sua cama a protegê-la? Um pouco dos dois. E qual seria a cor deles? Deviam ser belíssimos, rodeados pelos longos e belos cílios. Seus dedos brincavam no cabelo dele e, sem perceber, lentamente deslizavam pelo rosto, passando suavemente pelos enigmáticos olhos e chegando aos lábios que lhe causava tantas sensações. Seus dedos ficaram parados por um momento e sua mente se esvaziou. Era a amarulla ou o quer que tenha bebido. Seus lábios trocaram de lugar com os dedos, que agora seguravam seu próprio cabelo. Os olhos misteriosos se abriram. Eram verdes. Como o mar que via de sua janela e que aquele corpo devia se banhar sempre, pois era queimado de sol, assim como os cabelos ressecados. Os olhos e a boca se abriram num sorriso. O aparelho só buscava a perfeição, os dentes eram realmente belos. Ele se apoiou nos cotovelos, elevando um pouco o tronco do contato com a cama e espantando o gato, que fugiu pela porta entreaberta. A voz que saiu da boca era suave e ao mesmo tempo forte, como o mar que via de sua janela. “Bom dia!”, foi o que ouviu. Se esqueceu da vodka,caipirinha, tudo o que havia tomado, da ressaca, do gosto de cabo de guarda-chuva e sapato velho na boca, dos olhos que não se abriam, do gato gordo e peludo que fugira. Só via o rosto queimado de sol, com olhos e voz de mar. “Bom dia querido!! Obrigada por me trazer de novo!”.
Nara Correia
14/08/08
Poema feito por um amigo:
Antítese
Sou o triste-alegre
Sou o certo-errado,
O que vê os dois lados
O que crê, o que desacredita,
O que motiva, o que desanima.
O que mata, o que dá a vida
O que gera, o que extermina
O que começa e que termina.
Se o Bem e faz o Mal,
O Errado faz Certo,
E o Físico faz o Astral
E o Longe faz o perto.
E o Grande o Pequeno,
A Luz a escuridão,
E o Nunca o Eterno
E o Sim faz o Não.
Então, então
Sou fruto da minha negação.
Eu sou o que não sou
Eu sou porque sou,
Eu sou o Sol a iluminar sua janela,
Sou o cara que ainda te espera.
Sou eu que mesmo sabendo
Continua crendo
Que um dia tudo irá mudar.
Se engana ao pensar
Que sou contraditório,
Pois sou eu a própria contradição.
(Ricardo H. Meloni)
Renato Russo
Legião Urbana. Renato Russo. Esta é minha relação com ele. (Por Millôr)
Meu cartaz aumentou muito com a galera da faixa etária entre 15 e 20 anos, depois que Renato Russo me citou duas vezes em seus shows, como guru não sei de quê. Não muito tempo depois, José Costa Netto, meu advogado e agente de direitos autorais, me telefonou dizendo que Russo queria que eu - profissionalmente - traduzisse um poema (musical) dele. Recusei, achando que fosse tradução do português pro inglês. Não acredito em quem faz traduções pra outra língua que não a sua. ("Viva o Povo Brasileiro", de João Ubaldo, tradução pro inglês feita por ele mesmo, tradução que não li, mas me dizem excelente, é exceção. Mas com maluco não só não se discute como é melhor não estabelecer regras).
De pura curiosidade pedi pra ler o poema. Minha estranheza foi enorme - o poema, dedicado a um grande amigo dele, Cazuza, era denso, misterioso, cheio de sub-intenções, e em excelente inglês. Como uma pessoa que escrevia inglês assim me pedia para fazer a tradução? De qualquer forma topei traduzir, depois que o agente combinou o preço, altamente profissional. Altamente profissional, também, Renato Russo não hesitou diante do preço, bem, os da Legião Urbana não sabiam se o último show deles tinha 10 ou 60.000 espectadores.
Traduzir o poema era tarefa delicada, a começar pelo título "Feed-back for a dying young man". Qualquer tradutor desprevenido não perceberia que feed-back aí era um jogo de palavras entre o retorno emocional que o poeta fazia, com o retorno musical comum na música grupal - quando um músico "solicita" a resposta do outro, tipo jam session. A palavra podendo significar ainda retorno de som, aquele que dá microfonia. E seria lamentável traduzir dying por moribundo, palavra que indica instantes finais e soturnos, e não, como alguém à morte, morte esperada mas sem tempo definido pra chegar, a palavra conservando ainda o lastro romântico das damas das camélias.
Porém, traduzido o poema, sendo o poema audacioso e seu autor vivo, entrei em contato com ele para aprovação. Renato não corrigiu uma palavra. Apenas, aqui e ali, murmurava, perplexo e escandalizado: "Deus, do céu, eu escrevi isso?", confirmando a minha tese de que não há bilingüe. Só quando ouviu em sua própria língua o que tinha escrito em inglês, Renato percebeu a audácia do que dizia. Do lado de cá o surpreendido era eu. Com toda razão tendo opinião não muito lisonjeira a respeito do nível intelectual da maioria dos roqueiros, fui ficando admirado com a sutileza e justeza das observações de Renato e da perfeição com ele citava coisas em inglês - incluindo Shakespeare. Seu inglês era, definitivamente, melhor do que o meu. Até hoje não entendi porque me pediu a tradução. O poema foi incluido num de seus últimos CDs.
CANÇÃO RETORNO PARA UM AMIGO À MORTE
Alisa a testa suada do rapaz
Toca o talo nu ali escondido
Protegido nesse ninho farpado sombrio da semente
Então seus olhos castanhos ficam vivos
Antes afago pensava ele era domínio
Essas aí não são suas mãos são as minhas
E seguras, minhas mãos buscam se impor
Todo conhecimento do jorro viril do meu senhor
O gosto perfumado que retém minha língua
É engano instalado e não desfeito
Seus olhos chispantes podem retalhar minha pele bárbara
Forçar toda gravidade a ir embora
Ele vadeia em águas fechadas
Sono profundo altera seus sentidos
A meu único rival eu devo obedecer
Vai comandar nosso duplo renascer:
O mesmo
Insano
Sustenta
Outra vez.
(os dois juntos junto de nossos próprios corações)
Calei e escrevi
Isto em reverência
Pela coincidência
PS. Arthur Dapieve tem um excelente livro sobre Renato. "Renato Russo, o Trovador Solitário" (Relume Dumará, 183 pgs., Coleção Perfis do Rio de Janeiro. 2000).
FEEDBACK SONG FOR A DYING FRIEND
(Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá) © 1985
Soothe the young man's sweating forehead
Touch the naked stem held hidden there
Safe in such dark hayseed wired nest
Then his light brown eyes are quick
Once touch is what he thought was grip
This not his hands those there but mine
And safe, my hands do seek to gain
All knowledge of my master's manly rain
The scented taste that stills my tongue
Is wrong that is set but not undone
His fiery eyes can slash my savage skin
And force all seriousness away
He wades in close waters
Deep sleep alters his senses
I must obey my only rival -
He will command our twin revival:
The same
Insane
Sustain
Again
(The two of us so close to our own hearts)
I silenced and wrote
This is awe
Of the coincidence
FOME DE AMOR (Arnaldo Jabour)
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" e até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
o cabelo é solto. Ele comenta.
Bem ou mal? elogio.
olhos sorriem atrás de lentes escuras.
o rosto cora...silêncio.
a escada é longa.cansa.
uma mão e um sorriso vêm em seu auxílio.
como contos de fada...
manhãs,tardes,noites...juntos
brincadeiras,conversas,histórias...
sorrisos,sonhos...
manias,idéias,jeitos em comum.
as pessoas diziam que sim.
eles, bravos(?), desconcertados,corados...
que não.
manhãs,tardes,noites...juntos.
palavras soltas,gestos contidos...amigos.
tardes longas, escondidads em páginas de livros.
algemas disfarçadas,escondidas a seus olhos,
mas não aos alheios...
noite,bandeiras,grade,fogo,bilhetes...
olhos que se procuram e dizem sim,
enquanto os corpos se distanciam dizendo não.
gélidas mãos se prendem buscando calor...
frases babulciadas.Diálogos inacabados...
pequenas e discretas ajudas instigam...
coragem(?)...
corações palpitantes...o quê fazer?!
a mente fervilha.
sorrisos e sonhos se abrem.
palavras.
manhãs,tardes, noites...
unidos.
Nara Correia
20/06/07
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder à seguinte pergunta: "Você tem experiência?A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA:Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrela.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro. Já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"QUAL A SUA EXPERIÊNCIA?".
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência?
Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?
"Minha vida recomeça a cada manhã e termina a cada noite." Edith Stein
Quando dois amigos se encontram...
...Quando o presente e o passado se confundem...
Quando duas pessoas se amam...
...Quando se encontra O Amigo...
...Quando se permite apaixonar-se...
...Quando as pessoas certas surgem...
...e a especial deixa marcas,
viver se torna especial por si só.
Quando uma palavra muda tudo, tudo....
e as coisas se esclarecem, viver ganha um novo sentido e uma nova missão: ser feliz!
A vida é uma peça teatral que não nos
permite ensaios.
Seja protagonista, antes que as cortinas
se fechem e o espetáculo termine
sem aplausos... (sic)
Não importa por qual ângulo
se olhe. Bom mesmo é saber
aproveitar a vida com as
pessoas certas!
by: Thiago Rocioli, o Sorriso
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NEM A ROSA, NEM O CRAVO...
(...)Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo.(...) Sobre toda a beleza do mundo, sobre a
farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus
olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles
tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela
de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e
frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não
encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas
encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os
inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça,
a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam
esmagar a poesia, o amor e a liberdade!
Jorge Amado
O texto acima foi publicado no jornal Folha da Manhã, edição de 22/04/1945, e consta do livro Figuras do Brasil: 80 autores em 80 anos de Folha, PubliFolha - São Paulo, 2001, pág. 79,
organização de Arthur Nestrovski.
Ponto de Vista
Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes.
Leila Miccolis ![]()
LAST DREAM DREAMED
BY: NARA CORREIA
We dance.
He likes me (?),
I like him.
In a party, I kiss other. He know.
In the cinema, he kiss me. I loved.
We (or he?...or me? ...or nobody?) finished what never become...
Before, I never kiss anyone. He kiss others? I've no idea.
Now, we are just friends again...unfortunately, just friends....
| Catedral Cássia Eller |
O deserto Que atravessei Ninguém me viu passar Estranha e só Nem pude ver Que o céu é maior Tentei dizer mas vi você Tão longe de chegar Mas perto de algum lugar É deserto Onde eu te encontrei Você me viu passar Correndo só Nem pude ver Que o tempo é maior Olhei pra mim Me vi assim Tão perto de chegar Onde você não está No silêncio uma catedral Um templo em mim Onde eu possa ser imortal Mas vai existir Eu sei Vai ter que existir Vai resistir nosso lugar Solidão Quem pode evitar Te encontro enfim Meu coração é secular Sonha e desagua Dentro de mim Amanhã devagar Me diz Como voltar Se eu disser Que foi por amor Não vou mentir pra mim Se eu disser Deixa pra depois Não foi sempre assim Tentei dizer... |
O ciumento sempre espiona, sempre duvida, sempre sofre, indaga o passado, o presente, o futuro, nas carícias busca a mentira, no beijo procura a indiferença, no amor teme a hipocrisia.
Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida exceto tú, só tú.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio, mas isto te custaria a tua própria passoa, tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo un único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não pergunte,segue-o.
Nietzsche
Esse poema é do filme "10 coisas q eu odeio em você"...um dos meus preferidos!!!
10 coisas que eu odeio em você
Amar não é simplismente dizer te amo...
Amar não é pensar que ama sem sentir o amor...
Amar não é ser amado e não saber o que significa...
As vezes pessoas confundem o gostar com Amar..
E quem AMA de verdade sabe a diferença..
Eu te amo é muito forte pra ser dito atoa...
Eu te amo não se diz por dizer...
Não se fala por falar...
Temos que saber o que é gostar e Amar...
o que é dizer e sentir...
Eu odeio quem diz eu te amo sem amar!
Dizer te amo qualquer um pode dizer...
...Mais poucos vão saber Amar!!!
Para pessoas mto especiais para mim (algumas em especial):
Obrigado pelo ombro amigo, que me ouve, se molha com minhas lágrimas, ouve meus segredos...
Pelo olhar que decifra minha alma, consola, dá forças pra seguir em frente, me alegra, me acalma...
Pela paciência de ouvir meus medos, manias, histerias...
É incrível como você descobre a hora exata de aparecer para me ajudar... é como se tivesse um sensor que te dissesse as horas que mais preciso de você...
Obrigado por confiar em mim, e deixar que eu te ajude também...por me dizer como se sente e também contar seus segredos...
Talvez não saiba, mas sua presença (quando não está comigo, sua lembrança) me dá tanta força... o fato de se importar comigo, se preocupar com o que penso ou sinto e dar tanta importância ao que te falo (uma das coisas que não compreendo direito), me fazem sentir muito bem.... não sabes o quanto!
Obrigado por estar comigo sempre: nas minhas crises pseudo-depressivas (só preciso de alguém), nas horas em que realmente estava mal (tomara que não voltem!), nas minhas crises de euforia (alegria incontrolável!!!), quando eu to elétrica (e nem te dou tempo pra falar direito...parece que não consigo parar, desculpa)....obrigado por cada minuto, cada segundo...
Dificilmente me arrependo do que faço...e uma das coisas pela qual nunca irei me arrepender, será ter te conhecido e cada momento (exceto algumas brigas) que passamos juntos...
Obrigado pelo simples fato de ser meu amigo (a) !!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tentei te dizer,
e ainda tento,
de tantos jeito
de tantas formas...
Como pode alguém
mostrar se importar tanto comigo
e ao mesmo tempo
conseguir ser tão frio e indiferente?...
Quantas vezes tentei dizer...
mas você não percebe,
será que só você não percebe?!
O olhar fixo e constante,
o sorriso que se abre ao vê-lo...
Tentei te dizer,
e ainda tento.
Tentei te dizer
que só penso em você.
E ainda tento fazê-lo perceber.![]()
Nara
3/11/05